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domingo, 13 de maio de 2012

Mais Um BAVI...


Jamais vou compreender a agonia - atualmente mais acentuada - desses 'adoradores do futebol'. É tanto desperdício de energia. Acredito que tanta energia assim deveria ser empreendida em celebrações mais justas como a de uma conquista de um projeto pessoal: uma formatura, aquele tão sonhado trabalho, a compra da casa prórpria ou um outro bem, recuperação da saúde por exemplo. Ou quem sabe até, as conquistas de um amigo, a superação das dificuldades daquela pessoa que você ajudou. Algo que tenha sido obtido por meio do  próprio esforço, do suor, das lágrimas. Algo que tenha realmente se envolvido no processo. Mas, futebol?

Nesse último evento futebolístico em Salvador, gritos. Pensei eu: "É um levante! Só pode ser!" Gritaria e sons metálicos, palavrões. Saio discretamente de casa, já esperando ver o show mais bizarro da minha rua. E lá está: alguns em suas portas, outros de suas varandas. Uma vizinha em particular me chamou a atenção. Essa, histérica, com uma criança de poucos meses no braço, pulando e socando o portão de metal de sua casa, gritando "Vai, porra!"... A outra, de frente de casa, lá de sua varanda, devidamente vestida para o evento, grita de lá: "O jogo ainda não acabou, caraaaaaaaaalho!" O que devo eu pensar disso tudo?

Minutos de quietude após, todo mundo volta a gritar. Até o fanho se empolga, querendo participar também. Aí faz um esforço para se igualar ao grupo em uníssono, enche os pulmões e grita: "Fãããi Pôa!"

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

UFC, MMAs, BBBs e Ba-Vis

*ROMA, circa 286 a.C. - multidões iam ao delírio com gladiadores matando uns aos outros de forma 
cruel e sanguinária, 
...
*BRASIL, 2012 - cada vez pessoas enlouquecem com
UFCs, MMAs, BBBs, Ba-Vis...

(por HAM)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dunga e a Laranja Irritante

Pois é... Estamos fora da Copa do Mundo da África do Sul 2010. A seleção até que tentou e deixou, nós, torcedores (e técnicos de plantão, diga-se de passagem), empolgados e crentes de que a taça já era nossa. Mas também, sem nenhuma novidade, a seleção fez o que vinha fazendo desde os primeiros jogos, senão pior: não jogou o "nosso famoso futebol". A seleção não convenceu, nos fez suspirar porque a esperança é sempre a última que morre, mas futebol que era bom, nada!

Primeiro tempo. O Brasil reluziu, não brilhou. Robinho marcou um. Kaká não fez nada para aparecer no jogo como sempre, melhor dizendo: ele aparecia sim (na mídia), sem ter feito absolutamente nada em campo.

Segundo tempo. O time da Holanda, a "Laranja Irritante", mostrou que queria mais a taça do que os nossos jogadores. Nossa seleção, apática, apresentou gradual descontrole emocional com o gol contra de Felipe Melo e Júlio César, o gol de escanteio de Sneijder e a expulsão de Felipe Melo.

O fato é que cada um desses eventos, aliados à postura ofensiva que deu maior tempo de posse de bola aos holandeses no segundo tempo da partida - contrariando a versão de "pé-frio" de Mick Jagger -, parecia ressoar aos ouvidos de Dunga e dos demais torcedores brasileiros: "Hey Apple!, Hey Apple!, Hey Apple!"...

E como nos vídeos, no final, a laranja sempre sai ilesa.

"Game Over". Até 2014.