quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Caça aos Ovos de Páscoa

por HAM

Eu não sei bem como lhes dizer isso, mas vocês precisam ser fortes. Infelizmente, eu sou o portador da notícia mais triste de todos os tempos.

Bem, como você sabe, estamos em tempo de Páscoa; eu estava muito feliz e animado ontem porque nós temos essa tradição de troca ovos de chocolate. Onde eu trabalho, tivemos esta divertida "Caça aos Ovos de Páscoa". Depois de procurar muito, eu comecei a estranhar o fato de que todo mundo lá no curso tinha encontrado seus ovos de chocolate, exceto eu e Paulo. Eu vasculhei tudo, todos os lugares e não encontrei nada. Já estava ficando agoniado porque não tirava aquilo da cabeça. Voltei para casa decepcionado. Mia tarde, ao navegar pela internet, me deparei com a seguinte notícia que me deixou perplexo:

NA NOITE DE ONTEM, POR VOLTA DAS 23:00, APÓS SER PERSEGUIDO E ATROPELADO POR UM VEÍCULO AINDA NÃO IDENTIFICADO, DEU ENTRADA NO HOSTIPAL SÍRIO-LIBANÊS, EM SÃO PAULO, UM SER CUJAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS LEVAM A CRER QUE A VÍTIMA DO ACIDENTE - OU POSSÍVEL TENTATIVA DE ASSASSINATO, CONFORME O DELEGADO PLANTONISTA QUE ESTÁ ACOMPANHANDO O CASO - É O COELHINHO DA PÁSCOA. UMA TESTEMUNHA QUE NÃO QUIS SE IDENTIFICAR, INFORMOU QUE A VÍTIMA TRANSITAVA À BEIRA DA ESTRADA EUFÓRICA, QUANDO UM VEÍCULO DE COR PRETA SURGIU DE REPENTE E COMEÇOU A PERSEGUIR A VÍTIMA. SEGUNDOS DEPOIS, O MOTORISTA ATIROU O VEÍCULO CONTRA A VÍTIMA, DEIXANDO-A APARENTEMENTE SEM VIDA E EVADINDO-SE DO LOCAL EM SEGUIDA. É POSSÍVEL VER AINDA A MARCA DOS PNEUS.

NOTA: Assim, foi o dia da caça aos (e do caçador dos) ovos de Páscoa, mas.... Droga! Tinha que ser antes de eu receber o meu chocolate?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"Grito de Guerra da Mãe Tigre"

Este eu recomendo e estou louco para ler.

Autor: CHUA, AMY
Tradutor: SILVA, ADALGISA CAMPOS DA
Editora: INTRINSECA
Assunto: BIOGRAFIAS/AUTOBIOGRAFIAS/DIÁRIOS/MEMÓRIAS/CARTAS
PREÇO: R$ 29,90

Sinopse:
Esta obra conta a história de uma mãe radical. Por se opor de maneira drástica à indulgência dos pais ocidentais, Amy Chua tomou a decisão de criar as filhas, Sophia e Lulu, à moda chinesa. As mães-tigres veem a infância como um período de treinamento. Para Sophia e Lulu, isso significa aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio em matemática e duas ou três horas diárias de estudo de seus instrumentos musicais (sem folga nas férias, e com sessões duplas nos fins de semana). O livro procura expor o choque das visões de mundo oriental e ocidental no que diz respeito à criação dos filhos.

Fonte:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?sid=20143214813414805354662725&nitem=22447988


Algumas ideias sobre o tempo

Se não estiver enganado, este é o terceiro post que escrevo sobre o tempo. Quando penso no tempo, penso na História, nas mudanças, nas transformações cada vez mais rápidas e mais evidentes em nossa geração, cujas crianças praticamente nascem dentro de redes sociais e cujas primeiras ações no mundo são twitar, orkutar etc. Enquanto isso, os adultos de hoje não sabem nem o que significa PC.

O TEMPO certamente me fascina. Pensar no tempo é como viajar por um universo alternativo sem mover um músculo para rememorar eventos; uns bons, outros ruins, Eventos que queríamos mudar ou simplesmente revivê-los, voltar a sentir as emoções de outrora, evitar outras emoções. Viajar no tempo é também sonhar. É projetar-se à frente e experimentar novas situações com base em nossos desejos, nos impulsos dados pelo seu medo ou sua excitação, no que se conhece do mundo, das pessoas.

Ahh, se fosse dada à humanidade tal faculdade! A faculdade de avançar e voltar no tempo, tão fácil quanto pegar uma condução para o trabalho ou escola e voltar para casa com a sensação do dever cumprido, com paz de espírito. Ou melhor: tão fácil quando fechar os olhos e imaginar... a imaginação.... tão fácil de editar.

Mas seria assim tão simples quanto fechar os olhos e "imaginar"? Conseguiríamos mudar o que desejássemos mudar? Ganharíamos ou perderíamos algo? Manteríamos a memória de algo que deixou de acontecer? Como saberíamos viver com tanta informação, tanta resposabilidade? Será que sabermos as respostas a essas perguntas e tantas outras?

Difícil saber. Num dado momento da história evolutiva da raça humana, houve um despertar: passamos a ter "consciência". Nesse momento o homem deixou de ser um animal comum e se destacou, passou a entender, passou a criar para entender, a criar para ser, para existir de fato. Mais do que tudo, com o despertar da consciência, o ser humano passou a conhecer a (sua) natureza, passou a contar os ciclos, os dias, as estações, os anos, as décadas. Descobriu que tudo finda. Aprendeu a reconhecer os sinais que anunciam o fim dos ciclos, inventou estórias, mitos para ensinarem aos seus. Ao passar a conhecer que tudo mais termina, o homem se angustiou. O homem inventara o tempo.

[to be continued]