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domingo, 11 de novembro de 2012

Escola X Religião (I)


"Por detrás da reação dos evangélicos está o pastor Marcos Freitas, do Ministério Cooperadores de Cristo. Ele criticou os livros que a escola listou para que os alunos lessem. "Tinha homossexualismo no meio, eles [direção da escola] querem que os alunos engulam isso?"

É uma questão delicada tratar de religião, mas confesso que tais atitudes me deixam "P*** da vida". A escola deveria ser um lugar neutro, embora nunca tenha sido de fato. Mas deveria. Há muita ignorância por aí e isso me assusta de verdade. Absurdo haver críticas a um projeto escolar que visa a integração e a troca de informações a fim de construir opniões e conhecimento dos alunos, a fim de lhes expandir as próprias fronteiras, livrando-os dos (PRÉ-)conceitos. 

Isso, porém, me recordou uma situação na faculdade, quando minha professora de Literatura, nos mandou assistir a um filme que me deixou meio desconfortável de início por conter cenas muito explícitas, assim como no livro de Caminha. Mas mesmo naquela momento, achei super legal essa experiência porque ela me ajudou a expandir as fronteiras da minha mente, eliminando resquícios de preconceitos que muita gente diz que não possui, mas possui. O espaço acadêmico e escolar não deve impedir discussões ou castrar temas, deve sim facilitá-los para formar um aluno capaz de atuar na sociedade de forma crítica e reflexiva.

Vendo este artigo e a reação de pais e alunos, eu só tenho uma coisa a dizer: Obrigado a MARIA DO CARMO PASCOLI, minha professora de Literatura, (por ter obrigado, NÃO), mas por ter nos incentivado com aquele trabalho no qual deveríamos assistir ao filme MADAME SATÃ com Lázaro Ramos e ler o livro BOM CRIOULO de Adolfo Caminha, ambos tratando da homossexualiadade como um dos temas, e elaborar uma análise. 

Obrigado! Obrigado! Obrigado!

ABAIXO A IGNORÂNCIA E MENTES PEQUENAS!


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Jorge Luis Borges - O Aleph e Ficções

Voltando a falar sobre literatura, Jorge Luis Borges, este é o nome da vez. Escritor argentino, também poeta, tradutor, enssaísta, Borges produziu uma vasta obra, buscando expressar sua arte sob uma perspectiva não-convencional com foco na manipulação da realidade, o que lhe rendeu reconhecimento internacional. Mas, claro, Borges é muito mais do que isso, mais do que minhas palavras possam definir. Ele escreveu muitos contos e poemas reunidas em coletâncias. Dentre as mais conhecidas estão Ficciones (1944) e El Aleph (1949).

O que me chamou atenção para este autor foi o fato de que Christopher Nolan, diretor-produtor-roteirista de A Origem (2010), recebeu influência do escritor argentino, enquanto o filme era apenas um embrião que levou quase 10 anos para sair do papel.

Confiram na Saraiva Online as várias obras de Jorge Luis Borges, especialmente as duas supracitadas:

"Ficções" (Ficciones) - R$ 30,80
Autor: Borges, Jorge Luis
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Estrangeira / Contos e Crônicas

"Ficções" é a obra que trouxe o reconhecimento universal para Jorge Luis Borges, graças, entre outros motivos, ao caráter fora do comum de seus temas, abertos para o fantástico, e à inesperada dimensão filosófica do tratamento. O livro, em sua versão atual, reúne os contos publicados em 1941 sob o título de O jardim de veredas que se bifurcam (com exceção de “A aproximação a Almotásim”, incorporado a outra obra) e outras dez narrativas com o subtítulo de ARTIFÍCIOS. Nesses textos, o leitor se defronta com um narrador inquisitivo que expõe, com elegância e economia de meios, de forma paradoxal e lapidar, suas conjeturas e perplexidades sobre o universo, retomando motivos recorrentes em seus poemas e ensaios desde o início de sua carreira: o tempo, a eternidade, o infinito. Os enredos são como múltiplos labirintos e se desdobram num jogo infindável de espelhos, especulações e hipóteses, às vezes com a perícia de intrigas policiais e o gosto da aventura, para quase sempre desembocar na perplexidade metafísica. Chamam a atenção a frase enxuta, o poder de síntese e o rigor da construção, que tem algo da poesia e outro tanto da prosa filosófica, sem nunca perder o humor desconcertante. Em FICÇÕES estão alguns de seus textos mais famosos, como “Funes, o Memorioso”, cujo protagonista tinha “mais lembranças do que terão tido todos os homens desde que o mundo é mundo”; “A biblioteca de Babel”, em que o universo é equiparado a uma biblioteca eterna, infinita, secreta e inútil; “Pierre Menard, autor do Quixote”, cuja “admirável ambição era produzir páginas que coincidissem palavra por palavra e linha por linha com as de Miguel de Cervantes”; e “As ruínas circulares”, em que o protagonista quer sonhar um homem “com integridade minuciosa e impô-lo à realidade e no final compreende que ele também era uma aparência, que outro o estava sonhando.
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=1994682&csParam={%22recType%22%3A%22similaritems%22%2C%22source%22%3A%22Detalhes%20de%20Produto%20-%20Livros%22%2C%22pid%22%3A%221994682%22%2C%22pids%22%3A%221994682%22}

"O Aleph" (El Aleph) - R$ 29,60
Autor: Borges, Jorge Luis
Editora: Companhia das Letras
Categoria: Literatura Estrangeira / Contos e Crônicas

Publicado em 1949, "O Aleph" é considerado pela crítica um dos pontos culminantes da ficção de Borges. Em sua maioria,“as peças deste livro correspondem ao gênero fantástico”, esclarece o autor no epílogo da obra. Nelas, ele exerce seu modo característico de manipular a “realidade”: as coisas da vida real deslizam para contextos incomuns e ganham significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenômenos bizarros se introduzem em cenários prosaicos. Os recorrentes motivos borgeanos do tempo, do infinito, da imortalidade e da perplexidade metafísica jamais se perdem na pura abstração; ao contrário, ganham carnadura concreta nas tramas, nas imagens, na sintaxe, que também são capazes de resgatar uma profunda sondagem do processo histórico argentino. O livro se abre com “O imortal”, em que temos a típica descoberta de um
manuscrito que relatará as agruras da imortalidade. E se fecha com "O Aleph", para o qual Borges deu a seguinte “explicação” em 1970: “O que a eternidade é para o tempo, o aleph é para o espaço”.Como o narrador e o leitor vão descobrir, descrever essa idéia em termos convencionais é uma tarefa desafiadoramente impossível.
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2524550/o-aleph-col-biblioteca-borges/?ID=C90420DD7DB041C0033280735&PAC_ID=33957

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Reflexões

"I learned long ago, never to wrestle with a pig. You get dirty, and besides, the pig likes it."

"Eu aprendi há muito tempo, nunca lutar com um porco. Você se suja, e além do mais, o porco adora."



George Bernard Shaw (1856 - 1950)
Escritor irlandês